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Vitória de Setúbal 8 – Mafra 1

Veteranos

Campo do Breijoeira (Sintético)

 

Encontro (Muda aos 5 e acaba aos 10)

 

Lá partimos até Brejos de Azeitão, enganados, pois nessa terra, segundo nos informaram, não existe qualquer campo de futebol, situando-se o mais perto, na Brejoeira, e aqui começou o nosso primeiro engano.

 

O segundo foi que à partida saímos na esperança de fazermos um bom jogo, como aliás é nosso hábito, e acabamos por só em poucos momentos do encontro, ter alguns rasgos de bom futebol, enquanto o Vitória, com muito mérito diga-se de passagem, nos deu uma lição de futebol.

 

Quem assistiu a este encontro, certamente recordou-se dos tempos da meninice, em que fazíamos os jogos a mudar aos 5 e acabar aos 10, só que desta vez o jogo não terminou, visto que acabou nos oito, mas tinha tudo para acabar aos dez.

 

O Jogo

 

Se ao entrarmos no terreno ainda mantínhamos a esperança de dar alguma luta em jogo, essa esperança desvaneceu-se logo ao 1º minuto com um golo alcançado pelo Vitória, com um remate da direita do ataque, sem defesa, para logo que eram decorridos mais 4’, não me recordo se o Bruno Gomes se o Carlos Freitas (O Carroça), Arrancar de meio campo, e perante a apatia da nossa defesa, fazer o 2ª do encontro.

 

A nossa equipa reagiu e obteve, depois de uma falta na grande área adversária, um penalti não discutido, que o nosso Fanan desperdiçou, atirando o esférico por cima da barra, e pronto, começou o descalabro.

 

O Mafra na primeira parte ainda teve alguma reacção, como por exemplo, dois remates consecutivos na mesma jogada do Maia, que quase de seguida se lesionou, os quais não atingiram os objectivos desejados.

 

Se na primeira parte, o Vitória nos foi nitidamente superior, na segunda aconteceu o mesmo, ou senão ainda melhorou a sua actuação, agora com a entrada do Rui Esteves para a posição de médio, fazendo este passes assistências de morte para os seus avançados, daí resultando que logo aos 2’ o Vitória marcou o seu 3º golo, feito que aos 6, 9, 14, 17, 19 minutos repetiram, totalizando desta forma, os oito golos para as suas cores, com que terminou o desafio, registando-se para memória futura que o Bruno Gomes e o Carlos Freitas (O Carroça), foram os grandes obreiros deste resultado, apontando cada um três golos, coadjuvados pelo Tavares e o João Arlindo que também fizeram o gosto ao pé. Note-se que de todos os oito golos, só um foi marcado de penalti pelo “Carroça”, aos 9’ da 2ª parte, que ao contrário de nós, não falhou a marcação da falta.

 

Quanto ao nosso Mafra, todos são unânimes em pensar que se temos marcado aquele penalti, que foi falhado pelo nosso goleador mor, a disputa do resultado seria outro, mas, assim não aconteceu e o desânimo, o desacerto e a resignação abateu-se sobre a equipa, que não soube combater o infortúnio.

 

Que mais dizer sobre o jogo no respeitante às nossas cores?

 

Talvez fazer referência ao empenho e o não cruzar de braços do nosso Mano, que não sendo nenhuma vedeta, nem sequer um jogador que possa fazer a diferença, luta até aos limites da sua resistência, subindo e descendo no terreno, quer ocupando a posição de defesa, médio ou atacante, onde por vezes faz o seu gostinho ao pé. Mas isso não lhe dá permissão para poder discutir e ralhar com os seus colegas de equipa. Eu sei que isso faz parte da sua maneira de ser, que no fundo é igual à de outros colegas que todos já sabem quem são, mas entendo que estes refilões deveriam ser um pouco mais moderados, sob pena de um dia se virar o feitiço contra o feiticeiro.

 

 Apesar disso, para mim, o Mano foi o homem do jogo de ontem, quanto mais não seja, pelo seu empenho. Por mim prefiro um jogador em campo, que se irrite, zangue e grite no calor do “derby”, não se resignando ao resultado menos favorável, lutando até aos limites das suas forças, no sentido de alterar o marcador, àqueles que por arbítrios próprios decidem ficar impávidos no banco ou que, sem qualquer motivo aparente decidem ficar no quentinho dos seus lares, desligando-se do grupo de que fazem parte.

 

Por outro lado, registar aqui o golo de honra da nossa equipa, marcado aos 28’ da 2ª parte, pelo nosso convidado especial, Chiquinho Carlos, que como é hábito, sempre que joga por nós, faz o gostinho ao pé.

 

Ainda referir que o nosso Zé (Gato), provavelmente para se redimir da sua má saída que deu origem ou teve muita influência no 4ª golo do Vitória, fez uma defesa aos 30’ da 2ª parte, digna de qualquer guarda-redes de nomeada, evitando aquele que seria o 9º do Setúbal, além de outros bons apontamentos.

 

Quero ainda referir o nosso azar de, logo nos primeiros minutos do encontro, o nosso central Pedro (Carteiro) se ter lesionado, no que foi seguido, pouco tempo depois, pelo nosso Maia, e se a isso juntar o alheamento de alguns dos nossos jogadores, como acima faço referência, talvez encontre os motivos do desnivelamento do resultado deste desafio, não retirando, de modo algum, valor a equipa do VFC.

 

Reconhecemos porém, que esse problema de ausências ou alheamentos, não é só nosso, tanto mais que, o Vitória acabou os últimos 10 ou 15’ com apenas dez jogadores, por não ter mais ninguém no banco, isso após a ausência prematura dos jogadores entretanto substituídos ao longo do desafio, que decidiram regressar às suas casas antes de terminar o jogo, a que se seguiu uma lesão de um seu jogador, sem que houvesse outro no banco, mesmo jogando em casa.

 

3ª Parte

 

Se o Vitória nos deliciou, durante o encontro, com o explanar do seu futebol e com a mestria de alguns dos seus jogadores, o mesmo aconteceu nesta parte do encontro onde demonstraram também a arte de bem receber, apresentando-nos, no Restaurante “O Restinguinha”, umas entradas compostas de um prato de variedade de mariscos, seguidas de uns grelhados variados de peixe e carne, que estavam óptimos, acompanhados por um bom vinho branco e tinto e umas sangrias, tudo a condizer com a ementa apresentada.

 

No final ainda houve lugar a cantorias e danças, que muito contribuíram para a total satisfação da 3ª parte do encontro, acabando a mesma, por tais motivos, em ambiente e clima de festa.

 

Notas finais

 

Ao longo dos vinte e tal anos de existência do nosso Grupo de Veteranos, temos disputado partidas com as mais diversas equipas, algumas de níveis iguais ou inferiores ao nosso, e outras que pertencem e sabemos serem de um patamar superior ao nosso, tais como o Benfica, o Sporting, etc., que têm outros meios e apoios, que não os nossos.

 

No entanto, não posso deixar de me atrever a dizer, que esta equipa do VITÓRIA FUTEBOL CLUBE, foi a que até ao momento, mais me impressionou, principalmente em campo onde pôs em jogo um futebol digno de qualquer equipa que ainda dispute actualmente qualquer campeonato federado e mesmo até de algumas da Liga Portuguesa de Futebol.

 

Os Veteranos de Mafra estão tristes pelo resultado final do encontro, mas ao mesmo tempo satisfeitos por terem disputado este jogo (com a Grande Equipa dos Veteranos do VFC) com dignidade e orgulhosos de o termos feito e deste modo o incluirmos no nosso “curriculum”.

 

Ficamos a guardar pela visita dos Vitorianos, certos que tudo faremos para conseguirmos vencer no campo, mas sempre dentro da lisura e do espírito inerente aos jogos dos Veteranos que é, (mais vale perder um jogo, que perder um jogador), e também proporcionar-lhes uma alegre e bem disposta 3ª parte que se possa equiparar à forma como nos receberam, embora isso seja desde já, por nós considerado difícil, de igualar.

 

ATÉ LÁ, PARABÉNS PELA VOSSO FOLGADO TRIUNFO E UM BEM HAJA E OBRIGADO À MALTA DO VITÓRIA FUTEBOL CLUBE.