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VETERANOS

Ribeira de Santarem 3 – Mafra 2

Ribeira de Santarem 3 – Mafra 2

Campo do R Santarém (Pelado)

 

Encontro

 

Lá fomos nós, mais uma vez, ao encontro da rapaziada amiga da Ribeira de Santarem, para mais um convívio salutar de boa convivência, como esperávamos, tomando por base, a boa camaradagem existente entre os dois clubes há mais 15 anos.

 

E se assim pensávamos, assim aconteceu, sendo unânime esta opinião entre todos os que compunham a comitiva dos Veteranos do C D Mafra, no respeitante à terceira parte do encontro, já que sobre as duas partes anteriores do encontro, a coisa não foi bem assim, como abaixo farei o meu comentário.

 

Mas falemos da terceira parte onde tudo correu sobre rodas, tal como nos tem habituado o Ribeira, apresentando uma entradas óptimas, compostas de um Bacalhau à Braz e uma Salada de feijão frade com atum, que bem nos agradaram, seguidas do prato composto de carne assada com uma confecção digna de realce, seguido da respectiva fruta, doce e café.

 

Para alem deste estupendo repasto, o convívio, a troca de saudades vividas no campo quando ainda estavam no activo, as piadas, e o célebre baptismo Ribatejano típico da Ribeira, a todos os jogadores que os visitem pela 1ª vez (quem já lá foi, sabe como é, pelo que me inibo de o relatar agora, mas tem muita piada), desta vez calhou ao Nosso Ruço, que embora tenha tido alguma relutância em receber o baptismo, (o qual em vez de ser feito com água, é realizado com a bebida de vinho (sempre de 1ª qualidade) tomada por um enorme “vaso” das Caldas), lá foi baptizado, (eu disse que não relatava, mas não resisti) sendo que alguns dos nossos rapazes se juntaram e quiseram também serem de novo rebaptizados, dando origem a um salutar convívio de camaradagem, de alegria e gargalhadas, com muita amizade e boa disposição à mistura.

 

O Jogo

 

Se a 3ª parte do encontro, decorreu da forma como acima, mais ou menos relato, merecendo 5 estrelas, numa escala de 5, já quanto às duas partes anteriores do encontro, a coisa não foi bem assim, antes pelo contrário, a tal ponto que eu já tinha pensado nem sequer me referir, neste apontamento, às mesmas, mas depois, após diversos comentários de vários elementos da nossa equipa, que me pediam para opinar sobre essas partes do encontro, para memória futura, e até para fazer algumas chamadas de atenção, no sentido evitar tais situações, acedi.

 

Em primeiro lugar, chamo a atenção de que os Veteranos não disputam nenhum campeonato, e ainda bem, visto que se um dia tal vier a acontecer, a conquista desenfreada de pontos, necessários para se obter uma boa classificação, destruirá o espírito dos encontros de veteranos, os quais visam apenas a diversão, a prática de um bom exercício físico, uma salutar refeição e um convívio entre antigos companheiros das lides futebolísticas.

 

Embora todos procurem a vitória no campo de jogo, a verdade é que essa não é indispensável (não se ganham pontos) num encontro de veteranos, que entram ou deviam entrar em campo sempre com um sentido de “fair-play”, tentando evitar quezílias que levem a desaguisados no desafio e fundamentalmente evitar lesionar quem quer que seja, que a malta já está demasiadamente usada e as recuperações já não são tão rápidas, como quando eram mais jovens, sendo que ao entrar em campo, o veterano já ganhou, para além da sua própria satisfação pessoal de ainda ter forças e resistência física para fazer ainda uma jogatana de 1H30, uma petiscada junto com velhos camaradas do mundo do futebol.

 

Ora, desta vez na Ribeira de Santarém, contrariamente ao verificado no passado, o jogo decorreu de uma forma perfeitamente criticável e para isso muito contribuiu o árbitro do encontro, com decisões, que muitas vezes roçaram o ridículo e o absurdo e até o ofensivo, o que levou aos intervenientes no desafio a exaltarem-se e a perderem as mais elementares regras de conduta e respeito de uns com os outros.

 

Jogo duro, aguerrido, esforçado, mas jogado dentro dos princípios estabelecidos da boa convivência, é uma coisa natural na disputa em campo, agora quando se ultrapassam essas barreiras pré estabelecidas e aceites, e se parte para o insulto, a agressão e o desrespeito pelo adversário, e lastimável e condenável.

 

Lamento dizer, mas foi o que aconteceu de parte a parte durante o encontro, a ponto de haver jogadores a quererem abandonar o terreno de jogo, alguns a concretizarem-no mesmo e por incrível que pareça num jogo de veteranos, o Sr. Árbitro a mandar um jogador para as cabines, coisa por mim nunca visto, e já alguns anos que acompanho os Veteranos de Mafra.

 

Felizmente vingou no final a amizade de muitos anos de convivência e camaradagem, com os ânimos a acalmarem, terminando todo este imbróglio na 3ª parte do encontro, com o óptimo convívio, conforme acima refiro e relato.

 

Como nota final, registe-se o empenho de todos os nossos jogadores, com realce para o nosso Mano que correu, jogou bem na posição de médio atacante e ainda foi um, a par de outros, que tentou serenar os ânimos exaltados de colegas seus dentro do campo, merecendo também uma nota o nosso Fanan que marcou três golos, sendo que um deles foi mal invalidado, como posteriormente foi reconhecido por um dos árbitros e por todos os nossos adversários.

 

Os Mafarricos, bem como os Ribeirinhos sabem perdoar e sabem salvaguardar os valores da estima mutua entre as partes e é com o maior prazer, que no próximo de 20 de Abril, receberemos, de braços abertos, a rapaziada amiga da Ribeira de Santarém.

 

ATÉ LÁ, UM BEM HAJA E OBRIGADO À MALTA DA RIBEIRA DE SANTARÉM

 

Mafra 06JAN2013 Ismael